Archive for the ‘web’ Category

Gifs!

16/03/2012

O primeiro gif criado apaga 25 velinhas e a PBS comemora com um documentário. Vida longa aos gifs animados!

Life needs internet. Ou não?

13/03/2012

Em 2010, Jeroen van Loon iniciou sua pesquisa visitando lugares que representam os extremos opostos da nossa possibilidade de acesso à internet. Indo de uma aldeia na Papua Ocidental (onde ninguém tinha  idéia do que significava o conceito de internet) para metrópoles como Cingapura, o artista pediu a seus entrevistados que redigissem uma carta descrevendo a influência da internet em suas vidas. O resultado, a vídeo instalação “Life Needs Internet” mostra histórias originais e pessoais que retratao processo de digitalização global.

Egito conta 1000 memórias

11/02/2011

Os protestos no Egito desencadearam um projeto com a finalidade de eternizar a memória das vítimas da repressão. Para cada uma delas, é possível saber mais sobre sua história, contada por parentes e amigos. Emocionante. Visite aqui.

Um site inteiro no Twitter

22/10/2010

A agência argentina Kamchatka resolveu hospedar seu site todo no Twitter. A ideia rendeu a minha (grata) surpresa e o vídeo abaixo:

Votos reais, partido virtual

16/08/2010

Como a internet e as novas tecnologias estão configurando a articulação de iniciativas democráticas? Uma pista foi dada aqui, num recente post da Webcitizen que indagava: Podemos, todos nós, governar? Se dirigirmos a pergunta para os idealizadores do Senator Online (SOL), a resposta certamente será “sim”.

O SOL é um partido político virtual criado para representar o desejo da maioria dos cidadãos australianos. Funciona assim: no site do partido, as leis que irão à votação no Congresso são exibidas. As pessoas votam na alternativa que acreditam ser a melhor escolha. De posse do resultado, o representante do partido vota no congresso de acordo com a decisão da maioria.

Os proponentes do partido defendem um sistema de representação que devolva voz aos cidadãos e diminua influências de corporações e lobistas nas decisões políticas do país. A proposta baseia-se em utilizar a internet como meio de aproximação entre cidadãos e política, reunindo informações sobre leis, políticos e atividades do congresso, que poderão estimular discussões e trocas entre os cidadãos. O partido explica que não apresenta nenhuma agenda política ou plataforma e que a intenção é mesmo disponibilizar informação imparcial sobre os projetos apresentados no Congresso, inclusive explicar as proposições de cada um com listagem de argumentos contra e a favor.


O site se encontra ainda em fase de pré-eleições, o que significa que o candidato do partido (já anunciado) ainda precisa entrar em campanha e ser oficialmente eleito para que o ideal do projeto seja posto em prática. Todas as propostas são abertas ao debate, do layout do site à dinâmica de como acontecerão os votos, a idéia é construir tudo colaborativamente.

A proposta do SOL levanta algumas questões sobre como as articulações democráticas se configurarão num futuro bem próximo. O trabalho dos políticos poderá se resumir apenas a uma função operacional de acordo com a vontade da maioria? O que impedirá que escolhas motivadas por resoluções de curto prazo, como por exemplo a rejeição de impostos necessários, sejam acatadas? Como grupos de minorias poderão ter sua opinião validada? Quais as novas habilidades os políticos deverão somar à sua atuação no mundo virtual?

Acompanharemos as transformações.



Twitter Tribune

13/05/2010

A cada dia mais e mais seguidores, pessoas sendo seguidas, links e tudo mais e mais difícil de acompanhar. O site paper.li te ajuda a não perder aquele twitte que passou despercebido durante o dia com uma nova maneira de ler os posts.

Cadastrando uma conta ou #tag específica do twitter, o site cria um relatório diário do que foi postado pelos outros usuários que estão na sua rede, tudo organizado em editorias. Para ler o meu jornal, acesse aqui.

Por que nós podemos escrever

03/04/2010

O título eu tomei emprestado do Henry Jenkins, que nomeou um capítulo do seu livro “Cultura da Convergência” como “Por que Heather pode escrever”. O livro se preocupa em analisar as novas práticas sociais que estabelecemos com os novos meios de comunicação, em especial a internet, e como essas mudanças afetam nossa relação com as mídias e a informação.

No capítulo sobre a Heather, ele expõe o caso de uma menina de 13 anos que criou o The Daily Prophet, um jornal fictício publicado na internet com notícias sobre a escola de Hogwarts, aquela do Harry Potter. Crianças do mundo inteiro fazem parte da equipe de “repórteres” que alimentavam o site com histórias e personagens que compartilham o universo fantástico dos livros de J.K. Rowling.

Claro que não demorou muito para o site entrar em conflituosas discussões sobre direitos autorais e proteção de propriedade intelectual e pouco se falou sobre o processo de letramento do qual Heather estava impulsionando os milhares de leitores de Harry Potter. Em outras palavras, essa disputa objetivava controlar a participação dos fãs na cultura, limitando os meios de expressão.

Atingindo um universo mais amplo, outra forma de controle tem sido avaliada por governos internacionais, só tornada pública por pressão de grupos da sociedade civil e alguns parlamentares. Trata-se do ACTA – Acordo Comercial Anti-Falsificação –, documento que restringe e mercantiliza o intercâmbio de cultura, além de (mal) avaliar a criação e circulação de ideias, debates e produtos intelectuais. De certa forma, enquadra sob o conceito de “escala comercial”, não apenas o que tem “motivação direta ou indireta de ganho financeiro”, mas “qualquer sistema de grande amplitude”, como o da Heather, por exemplo. É uma decisão delicada, uma vez que atinge iniciativas potencializadores de inclusão e participação cultural nos meios digitais.

O dossiê foi divulgado pelo Le Monde Diplomatique que enfatiza os riscos à produção e participação nos processos criativos. “As grandes corporações que comercializam produtos culturais querem colocar fora da lei aqueles que os oferecem gratuitamente. É uma ameaça, a longo prazo, até mesmo a serviços como o Google”, informa o texto. Paralelamente movimentos estão sendo criados para disponibilizar o conteúdo do documento e fomentar ações contra sua validação. Na página, vários links para se informar mais e tomar parte da discussão.

Visualizando leitores

17/12/2009

Um projeto do New York Times visualizou leitores de todo o mundo e o tráfego de acesso às informações do jornal online no dia 25 de junho deste ano, data da morte do cantor Michael Jackson.

No vídeo, os pontos em verde indicam acessos ao site provenientes de computadores desktop e laptops. Já os vermelhos correspondem aos acessos via celular. A análise dos dados permite concluir os horários mais acessados pelos leitores e os meios usados para chegar as informações. Mais aqui.

Inventário de sons

25/10/2009

Save Our Sounds

O novo projeto da BBC, “Save Our Sounds”, quer salvar os sons de cada parte do mundo, documentando os barulhos já ameaçados de extinção. O mapeamento proporciona um novo contato com diferentes expressões sonoras e permite compartilhar e tomar parte de experiências por meio da construção de um mapa (colaborativo!) sonoro do mundo.

Para mais informações, clique aqui. E para conhecer outro projeto que cataloga sons, aqui.

Aplicativos para cidadania

28/09/2009

Apps São Francisco

Um pouco atrasado, porém acreditando que sempre é hora para discutir um assunto que promete ser a ordem do dia. Os governos têm voltado atenção para criar plataformas de interação na internet, possibilitando cidadãos participarem do processo de construção e utilização de ferramentas aplicadas no exercício da webcracia.

As iniciativas saltam aos olhos por meio de experiências vindas de todas as partes do mundo – algumas apresentadas no Gov 2.0 Summit, que aconteceu em Washington D.C, entre os dias 8 e 10 de setembro deste ano.

Um dos governos que mais tem apostado e levado o projeto Gov 2.0 à frente é a prefeitura de São Francisco, que disponibiliza no site DataSF aplicativos com o intuito de facilitar o acesso ao exercício de cidadania online e estimular a criação de novos dispositivos.

Entre os já disponíveis, há o EcoFinder, que ajuda a descobrir o serviço de reciclagem mais próximo e o Mom Maps, que encontra locais para crianças na cidade, entre outros. A grande maiora integrando Google Maps, Twitter, Facebook e permitindo o compartilhamento das informações.

Mais sobre o assunto no blog da Webcitizen, que acompanhou a conferência Gov 2.0 Summit e trouxe algumas reflexões de lá.