Archive for the ‘urbanidades’ Category

Aula de spinning também é no cinema

07/10/2011

Londres levanta mesmo a bandeira das bicicletas. Muito por aqui tem girado em torno disso – de experimentos artísticos como o da Pamela a iniciativas privadas, as bicicletas estão por toda a parte. No trânsito, os motoristas têm acostumado com a ideia de dividir espaço e gentileza com os ciclistas e muitas vezes é mais vantajoso pegar uma bicicleta pra se descolar a recorrer aos velhos e poluídores meios de transporte. Acho válido!

Outro projeto interessante que surge por aqui é o Magnificent Revolution’s Cycle-in Cinema. Imagine um cinema drive-in sem carros em que as poltronas são bicicletas e cuja energia é gerada pelo movimento dos pedais que cada espectador gira enquanto assiste ao filme. O projeto é um pop-up cinema que está rodando o Reino Unido e levando mais informação sobre consumo de energia aos lugares por onde passa entre uma sessão e outra.

No próximo domingo será exibido um dos meus filmes favoritos e vou lá contribuir com umas pedalas. Pegada 1!

Vou de bike

23/05/2011

Escrevi para a Pamela assim que conheci o Writing’s in the Wall. Gostei do projeto e fiquei interessado em participar da experiência. Basicamente o email era: “Oi. Gostaria de fazer um passeio”.

Juntando sustentabilidade, arte urbana, bicicletas, storytelling e preservação da memória do espaço público, Pamela traçou um mapa por uma das áreas mais efervescentes de Londres localizando obras de grafite e arte urbana. Em cada ponto, ouvimos um áudio do artista reponsável pelo trabalho, explicando um pouco da história da região e as motivações por trás de cada obra. De obra em obra, o trajeto é feito de bicicleta e orientado por marcas no chão indicando as direções e os pontos de parada.

Fiz o caminho guiado por Pamela neste domingo. A experiencia é bem interessante pra gente que, como eu, que não mora aqui e tem a chance de saber mais sobre a história dos lugares, e ainda mais pra quem vive na cidade e passa despercebido pelos diversos murais que ela escolheu em seu (enorme!) trabalho de curadoria. Cada obra sinaliza algo sobre estilo artístico, engajamento político, relação com os espaços escolhidos (geralmente locais abandonados ou esquecidos) e percepções das pessoas que passam por ali.

Sobretudo, o projeto contribui para registrar a memória das obras, uma vez que muitas delas estão em transformação – reflexo das mudanças de uma cidade em constante movimento. Mais aqui.

Ônibus é rede social

23/02/2011

Chega esse tempo de fim de férias escolares e a gente se dá conta do tanto de carros que entopem as ruas. Todo mundo sabe que já não cabe mais, que o trânsito fica impraticável, que tudo isso representa uma perda de tempo inquestionável, que polui, que é um modelo fracassado e tudo mais. Comecei a ler o livro do David Byrne, Diários de Bicicleta, que defende o uso de meios de transporte menos nocivos e como tudo isso modifica nossa experiência e reflexões sobre o modelo de urbanização que ainda persiste.

De cara o livro já estimula um questionamento sobre como podemos criar alternativas que valorizem o transporte público e criem engajamento. Uma solução foi apontada recentemente pela empresa de trânsito norueguesa Kolumbus em parceria com o site Tale of Things, que transforma uma viagem de ônibus em uma verdadeira experiência de socialização com ajuda da tecnologia.

Em cada parada de ônibus, os passageiros podem se informar através de qr-codes sobre o estado do tráfego e ainda interagirem entre si. A proposta é criar uma rede social que potencialize a interação entre os passageiros. Como resultado, espera-se uma nova experiência em compartilhamento de transporte e informações entre os usuários.

Bonito isso

17/12/2010

Uma nova maneira de olhar a cidade e descobrir beleza nos velhos horizontes.

Eu acredito que o belo é tão útil quanto as coisas úteis, se bobear até mais! A frase do livro Os Miseráveis, do escritor francês Victor Hugo, inspirou o novo projeto da Lápis Raro para desejar um feliz ano novo. O hotsite é colaborativo e permite que você envie uma foto de Belo Horizonte com um novo olhar que revele a beleza da cidade.

É possível visualizar no mapa o local fotografado, pra quem quiser ir lá conferir de perto. Visite o hotsite e contribua!

Mapas emocionais

01/12/2010

“Como podemos ajudar as pessoas a traçarem seus próprios mapas com significados pessoais?”

A pergunta guiou o experimento realizado pela TenderMaps. A ideia foi propor aos moradores de Tenderloin em São Francisco (sempre lá!) uma nova abordagem para significar espaços presentes na vizinhança.

Os idealizadores do projeto prercorreram as ruas e encorajaram os moradores a definirem o bairro desenhando mapas. Três fatores foram priorizados: caminhos que as pessoas faziam cotidianamente, coisas que elas gostavam muito naquele lugar e sua localização na vizinhança. É possível ver os roteiros traçados por moradores, visitantes e trabalhadores locais.

O projeto ainda está em fase experimental, mas já visualiza uma nova maneira de se guiar e obter informações sobre os espaços e quem transita por eles, localizando os diversos sentidos que aplicamos aos locais em que vivemos. Mais no site.