Archive for the ‘comportamento’ Category

Life needs internet. Ou não?

13/03/2012

Em 2010, Jeroen van Loon iniciou sua pesquisa visitando lugares que representam os extremos opostos da nossa possibilidade de acesso à internet. Indo de uma aldeia na Papua Ocidental (onde ninguém tinha  idéia do que significava o conceito de internet) para metrópoles como Cingapura, o artista pediu a seus entrevistados que redigissem uma carta descrevendo a influência da internet em suas vidas. O resultado, a vídeo instalação “Life Needs Internet” mostra histórias originais e pessoais que retratao processo de digitalização global.

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Balloons of Bhutan

01/11/2011

Lá em 2007, Jonathan Harris passou um período no Butão pesquisando sobre diferentes aspectos que envolvem o conceito de “felicidade”. O pequeno país usa a Felicidade Interna Bruta (FIB) ou Gross National Happiness (GNH) para medir o desenvolvimento social e não o Produto Interno Bruto (PIB) que estamos acostumados a acompanhar nas estatísticas dos jornais.

O resultado chegou hoje em mais um site que une bom design e storytelling para apresentar as impressões dos 117 entrevistados. A cada um deles foi pedido para que indicassem seu grau de felicidade de 1 a 10. O número correspondia a quantidade de pedidos que eles poderiam fazer. Cada pedido foi devidamente escrito num balão e, por fim, reunidos para serem soltados do alto da montanha sagrada de Dochula.

No site Balloons of Bhutan é  possível ouvir os audios das entrevistas e acompanhar as centenas de imagens reunidas no projeto.

Storylife

05/05/2011

O aplicativo para Ipad “0 to 100 Project” apresenta fotografias de pessoas entre o e 100 anos e traz vislumbres de suas vidas em vídeos curtos e citações. O projeto (app+flipbook+exposição) é uma boa fonte de reflexão sobre as perpectivas pessoais que são traçadas em diferentes fases da vida. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na Apple Store.

Ônibus é rede social

23/02/2011

Chega esse tempo de fim de férias escolares e a gente se dá conta do tanto de carros que entopem as ruas. Todo mundo sabe que já não cabe mais, que o trânsito fica impraticável, que tudo isso representa uma perda de tempo inquestionável, que polui, que é um modelo fracassado e tudo mais. Comecei a ler o livro do David Byrne, Diários de Bicicleta, que defende o uso de meios de transporte menos nocivos e como tudo isso modifica nossa experiência e reflexões sobre o modelo de urbanização que ainda persiste.

De cara o livro já estimula um questionamento sobre como podemos criar alternativas que valorizem o transporte público e criem engajamento. Uma solução foi apontada recentemente pela empresa de trânsito norueguesa Kolumbus em parceria com o site Tale of Things, que transforma uma viagem de ônibus em uma verdadeira experiência de socialização com ajuda da tecnologia.

Em cada parada de ônibus, os passageiros podem se informar através de qr-codes sobre o estado do tráfego e ainda interagirem entre si. A proposta é criar uma rede social que potencialize a interação entre os passageiros. Como resultado, espera-se uma nova experiência em compartilhamento de transporte e informações entre os usuários.

Google Fashion Show

13/12/2010

O Google lançou uma nova campanha no Japão que exibe como seu mecanismo de busca pode ser incorporado em nossa vida de outras maneiras, muito além da simples procura por ocorrências em sites.

De certa forma, a campanha estreita os laços entre os usuários e o site, promovendo um estilo de vida em que a tecnologia (e o Google) pode deixar nossas simples ações cotidianas (como experimentar roupas) mais divertidas e criativas.

Mapas emocionais

01/12/2010

“Como podemos ajudar as pessoas a traçarem seus próprios mapas com significados pessoais?”

A pergunta guiou o experimento realizado pela TenderMaps. A ideia foi propor aos moradores de Tenderloin em São Francisco (sempre lá!) uma nova abordagem para significar espaços presentes na vizinhança.

Os idealizadores do projeto prercorreram as ruas e encorajaram os moradores a definirem o bairro desenhando mapas. Três fatores foram priorizados: caminhos que as pessoas faziam cotidianamente, coisas que elas gostavam muito naquele lugar e sua localização na vizinhança. É possível ver os roteiros traçados por moradores, visitantes e trabalhadores locais.

O projeto ainda está em fase experimental, mas já visualiza uma nova maneira de se guiar e obter informações sobre os espaços e quem transita por eles, localizando os diversos sentidos que aplicamos aos locais em que vivemos. Mais no site.

Catadores on-line

08/11/2010

A causa é nobre. Aproveitando o poder das mídias sociais em prol de causas sustentáveis, o projeto THREElittleSTEPS quer limpar o mundo com ajuda de amigos no Facebook.

A proposta é que cada amigo do perfil junte, diariamente, três itens de lixo e postem uma foto, incentivamos mais e mais amigos a fazerem o mesmo e, de certa forma, conscientizando todo mundo sobre a quantidade de lixo produzida no dia-a-dia.

O THREElittleSTEPS, além da fanpage no Facebook, conta com um Tumblr que reune as imagens e explica mais o projeto.

É sempre estimulante ver como os propósitos iniciais das redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter podem ser desviados para finalidades maiores e engajadoras.

Ipad na sala de aula

01/09/2010

A Universidade de Notre Dame acaba de iniciar um programa piloto que instaura um novo modelo de sala de aula. Substituindo os livros e cadernos, os estudantes foram encorajados a utilizar o Ipad nas aulas, bem como em todas suas atividades diárias. Abaixo um vídeo sobre o projeto.

Votos reais, partido virtual

16/08/2010

Como a internet e as novas tecnologias estão configurando a articulação de iniciativas democráticas? Uma pista foi dada aqui, num recente post da Webcitizen que indagava: Podemos, todos nós, governar? Se dirigirmos a pergunta para os idealizadores do Senator Online (SOL), a resposta certamente será “sim”.

O SOL é um partido político virtual criado para representar o desejo da maioria dos cidadãos australianos. Funciona assim: no site do partido, as leis que irão à votação no Congresso são exibidas. As pessoas votam na alternativa que acreditam ser a melhor escolha. De posse do resultado, o representante do partido vota no congresso de acordo com a decisão da maioria.

Os proponentes do partido defendem um sistema de representação que devolva voz aos cidadãos e diminua influências de corporações e lobistas nas decisões políticas do país. A proposta baseia-se em utilizar a internet como meio de aproximação entre cidadãos e política, reunindo informações sobre leis, políticos e atividades do congresso, que poderão estimular discussões e trocas entre os cidadãos. O partido explica que não apresenta nenhuma agenda política ou plataforma e que a intenção é mesmo disponibilizar informação imparcial sobre os projetos apresentados no Congresso, inclusive explicar as proposições de cada um com listagem de argumentos contra e a favor.


O site se encontra ainda em fase de pré-eleições, o que significa que o candidato do partido (já anunciado) ainda precisa entrar em campanha e ser oficialmente eleito para que o ideal do projeto seja posto em prática. Todas as propostas são abertas ao debate, do layout do site à dinâmica de como acontecerão os votos, a idéia é construir tudo colaborativamente.

A proposta do SOL levanta algumas questões sobre como as articulações democráticas se configurarão num futuro bem próximo. O trabalho dos políticos poderá se resumir apenas a uma função operacional de acordo com a vontade da maioria? O que impedirá que escolhas motivadas por resoluções de curto prazo, como por exemplo a rejeição de impostos necessários, sejam acatadas? Como grupos de minorias poderão ter sua opinião validada? Quais as novas habilidades os políticos deverão somar à sua atuação no mundo virtual?

Acompanharemos as transformações.



Arte terapia

12/08/2010

Meet Me é um projeto encantador do MoMA que leva pacientes diagnosticados com Alzheimer ao museu.

Agora em parceria com outros centros de arte pelos EUA, o programa promove uma oportunidade para os pacientes e seus acompanhantes de visitarem as exposições – vários deles são artistas e/ou antigos frequentadores dos museus -, estimulando a formação de novas memórias, diálogos e interações a partir da apreciação das obras.

Para mais, veja aqui um vídeo da TV americana que acompanha um grupo de pacientes em visita ao museu.