Archive for maio \23\UTC 2011

Vou de bike

23/05/2011

Escrevi para a Pamela assim que conheci o Writing’s in the Wall. Gostei do projeto e fiquei interessado em participar da experiência. Basicamente o email era: “Oi. Gostaria de fazer um passeio”.

Juntando sustentabilidade, arte urbana, bicicletas, storytelling e preservação da memória do espaço público, Pamela traçou um mapa por uma das áreas mais efervescentes de Londres localizando obras de grafite e arte urbana. Em cada ponto, ouvimos um áudio do artista reponsável pelo trabalho, explicando um pouco da história da região e as motivações por trás de cada obra. De obra em obra, o trajeto é feito de bicicleta e orientado por marcas no chão indicando as direções e os pontos de parada.

Fiz o caminho guiado por Pamela neste domingo. A experiencia é bem interessante pra gente que, como eu, que não mora aqui e tem a chance de saber mais sobre a história dos lugares, e ainda mais pra quem vive na cidade e passa despercebido pelos diversos murais que ela escolheu em seu (enorme!) trabalho de curadoria. Cada obra sinaliza algo sobre estilo artístico, engajamento político, relação com os espaços escolhidos (geralmente locais abandonados ou esquecidos) e percepções das pessoas que passam por ali.

Sobretudo, o projeto contribui para registrar a memória das obras, uma vez que muitas delas estão em transformação – reflexo das mudanças de uma cidade em constante movimento. Mais aqui.

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Arte produz felicidade

12/05/2011

Adoro essa ideia:

Síndrome de Stendhal, síndrome da sobredose de beleza. É uma doença psicossomática bastante rara, caracterizada por aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, falta de ar e mesmo alucinações, decorrentes do excesso de exposição do indivíduo a obras de arte, sobretudo em espaços fechados.

O nome da síndrome se deve ao escritor francês Stendhal (pseudônimo de Marie-Henri Beyle) que, tendo sido acometido dessa perturbação em 1817, fez a primeira descrição detalhada dos seus sintomas, posteriormente publicada no livro Nápoles e Florença: uma viagem de Milão a Reggio. Após observar por muito tempo alguns afrescos, descreveu sua experiência como: “Absorto na contemplação de tão sublime beleza, atingi o ponto no qual me deparei com sensações celestiais. Tive palpitações, minha vida parecia estar sendo drenada…”.
(Wikipedia)

Neste video do jornal inglês The Guardian, cientistas confirmam que admirar uma obra de arte produz os mesmo efeitos no cérebro de quando você está apaixonado.

Storylife

05/05/2011

O aplicativo para Ipad “0 to 100 Project” apresenta fotografias de pessoas entre o e 100 anos e traz vislumbres de suas vidas em vídeos curtos e citações. O projeto (app+flipbook+exposição) é uma boa fonte de reflexão sobre as perpectivas pessoais que são traçadas em diferentes fases da vida. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na Apple Store.