Archive for outubro \28\UTC 2010

Eu vi uma mulher chorando

28/10/2010

Pela imagem já dá pra ver que o assunto é sério.

A artista holandesa Rineke Dijkstra levou um grupo de crianças ao museu e registrou suas reações diante do quadro “Mulher Chorando” (1937) de Picasso. O registro do experimento está sendo exposto no Stedelijk Museum Amsterdam.

No vídeo não vemos o quadro; a atenção está focada inteiramente nas expressões das crianças, que trazem à tona comentários cada vez mais elaborados sobre a obra e demonstram um interessante exercício de criar histórias a partir da observação de imagens.

Um site inteiro no Twitter

22/10/2010

A agência argentina Kamchatka resolveu hospedar seu site todo no Twitter. A ideia rendeu a minha (grata) surpresa e o vídeo abaixo:

29ª Bienal de São Paulo

17/10/2010

A convite do Blog da Petrobrás, estive em São Paulo para visitar a 29ª Bienal. Antes mesmo de chegar lá, as discussões e opiniões sobre algumas obras já estavam por aqui, o que aumentou a expectativa de ver tudo de perto.

A bienal traz como tema arte e política para além de discursos panfletários – o que tranquilizou muitos que, como eu, acharam mais emocionante ver os relógios do coletivo Raqs Media, marcando horários e sentimentos, do que os desenhos pré-assassinatos de Gil Vicente.


Os relógios do coletivo Raqs Media: quinze minutos para o pânico.

Nesse sentido foi bem interessante perceber como a equipe de curadores planeja e executa uma exposição, algo muito próximo do processo de conceituação em design, que expande significados e promove associação entre inúmeras referências para criar um sentido e provocar o observador.

Muitas das obras expostas investigaram temas relacionados à memória individual e coletiva que registram fatos históricos de maneira subjetiva e criam narrativas particulares dentro de contextos maiores. Essa dimensão pessoal humaniza os grandes fatos e revela como as relações cotidianas são afetadas por eles. Nesse sentido, os trabalhos de Alessandra Sanguetti, Cinthia Marcelle, Karina Aguilera e Rosângela Rennó são belos exemplos.

Um dos grandes atrativos da Bienal é reunir as obras históricas de Cildo Meirelles, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Artur Barrio e outros. Mas se a exposição marca pontos por trazer a público obras tão significativas do passado, deixou bem a desejar quando se trata da arte de nossos dias. Poucas obras de webarte e interativas foram exploradas. Seria uma ótima oportunidade para lembrar ao público que política também é algo que exige nossa participação em redes on e offline a todo momento.


Cinthia Marcelle e Karina Aguilera relacionam memória e política.