Archive for abril \30\UTC 2010

Volta ao MoMA em 2 minutos

30/04/2010

Vontade de pausar várias vezes. Vídeo realizado pelo designer Chris Peck em 10 de abril de 2010.

Censo para árvores

28/04/2010

Mais uma inspirada iniciativa da cidade de São Francisco mobiliza moradores em prol do meio ambiente e demonstra como preocupações com sustentabilidade e preservação podem ser fomentadoras de redes sociais on e offline.

Tudo isso pra dizer que o Urban Forest Map faz parte dos projetos que a gente vê e tem vontade de já sair contribuindo (votos para que algo semelhante seja logo lançado no Brasil). Com a provocação inicial “Can you save a tree by logging it? Yes, if you ‘log’ it into the Urban Forest Map“, o site pretende criar um censo colaborativo em que os moradores da cidade catalogam as árvores de sua vizinhança.

O mapeamento tem por objetivo relacionar a qualidade de vida da cidade com a presença das árvores, mensurando níveis de poluição, filtragem de água das chuvas, conservação de energia, dentre outros dados. Os resultados poderão auxiliar governantes no planejamento de futuras áreas arborizadas e acompanhamento de cuidados com as plantas.

Corra, DJ, corra!

27/04/2010

Pasmei. É de 2006 o projeto que conheci só hoje lendo meus feeds. Mas que não deixa de ser interessante. 🙂

Criado para o Rotterdam Electronic Music Festival, o “Vinyl Workout” convida todo mundo a dançar e sincronizar a música com os passos (e não o contrário).

Um grande vinil é projetado no chão e toca a música quando percorremos sua superfície. A velocidade com que nos movimentamos sobre a projeção corresponde à velocidade da música.  O criador, Theo Watson, já prepara uma nova versão que permitirá fazer scratchs com o disco. Liberta DJ!

Tecnologia e educação

20/04/2010

A tecnologia torna o aprendizado mais interessante a partir de suas possibilidades de interação. Fiquei pensando se a química assumiria um novo significado para mim se tempos atrás eu tivesse contato com esse aplicativo para Ipad na escola, afinal o meio transforma a mensagem.

Riot on an empty street

14/04/2010

Quem nunca participu de um flashmob (como eu) e tem horror a multidões (como eu), uma boa oportunidade para se iniciar na experiência está prestes a acontecer em Amsterdã.

No dia 24 de abril, o artista alemão Sander Veenhof promove um flashmob vitual na Dam Square, quando os milhares de passantes poderão tirar fotos com celulares e visualizar por toda a praça estátuas absurdas trazidas à vida por realidade aumentada.

Veja no site do projeto os QR disponibilizados para você imprimir e levar um até lá, clicando um improvável encontro com o Darth Vader.

Por que nós podemos escrever

03/04/2010

O título eu tomei emprestado do Henry Jenkins, que nomeou um capítulo do seu livro “Cultura da Convergência” como “Por que Heather pode escrever”. O livro se preocupa em analisar as novas práticas sociais que estabelecemos com os novos meios de comunicação, em especial a internet, e como essas mudanças afetam nossa relação com as mídias e a informação.

No capítulo sobre a Heather, ele expõe o caso de uma menina de 13 anos que criou o The Daily Prophet, um jornal fictício publicado na internet com notícias sobre a escola de Hogwarts, aquela do Harry Potter. Crianças do mundo inteiro fazem parte da equipe de “repórteres” que alimentavam o site com histórias e personagens que compartilham o universo fantástico dos livros de J.K. Rowling.

Claro que não demorou muito para o site entrar em conflituosas discussões sobre direitos autorais e proteção de propriedade intelectual e pouco se falou sobre o processo de letramento do qual Heather estava impulsionando os milhares de leitores de Harry Potter. Em outras palavras, essa disputa objetivava controlar a participação dos fãs na cultura, limitando os meios de expressão.

Atingindo um universo mais amplo, outra forma de controle tem sido avaliada por governos internacionais, só tornada pública por pressão de grupos da sociedade civil e alguns parlamentares. Trata-se do ACTA – Acordo Comercial Anti-Falsificação –, documento que restringe e mercantiliza o intercâmbio de cultura, além de (mal) avaliar a criação e circulação de ideias, debates e produtos intelectuais. De certa forma, enquadra sob o conceito de “escala comercial”, não apenas o que tem “motivação direta ou indireta de ganho financeiro”, mas “qualquer sistema de grande amplitude”, como o da Heather, por exemplo. É uma decisão delicada, uma vez que atinge iniciativas potencializadores de inclusão e participação cultural nos meios digitais.

O dossiê foi divulgado pelo Le Monde Diplomatique que enfatiza os riscos à produção e participação nos processos criativos. “As grandes corporações que comercializam produtos culturais querem colocar fora da lei aqueles que os oferecem gratuitamente. É uma ameaça, a longo prazo, até mesmo a serviços como o Google”, informa o texto. Paralelamente movimentos estão sendo criados para disponibilizar o conteúdo do documento e fomentar ações contra sua validação. Na página, vários links para se informar mais e tomar parte da discussão.